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Estadias em vinhedos

Uma verdadeira estadia entre vinhedos na França significa dormir no meio das parreiras, e só duas das 18 hospedagens desta página ficam numa propriedade vinícola: Les Lodges Sainte-Victoire, perto de Aix-en-Provence, e a Auberge de l'Oumède, acima de Pampelonne. O Kyriad Prestige Beaune le Panorama, um hotel de rede, faz divisa com um vinhedo na saída de Beaune. A maioria dos outros são hotéis urbanos em cidades do vinho como Beaune, Colmar e Bordeaux. Para degustações, eu escolheria muitas vezes a cidade: as adegas ficam a pé ou a uma curta viagem de trem, e ninguém precisa dirigir depois da última taça. Beaune, capital da Côte de Beaune, é a melhor base desta página para a Borgonha, com quatro hotéis. O Beaune Hôtel, a 300 metros das antigas muralhas, tem nota 9,0 em 3.054 avaliações; a Abbaye de Maizières ocupa um prédio que o hotel liga a uma abadia cisterciense do século XII; e o Hôtel Henry II Beaune Centre, num monumento histórico, fica a cinco minutos a pé das vinhas. O Kyriad Prestige Beaune le Panorama faz divisa com um vinhedo, a cerca de cinco minutos de carro do centro. Evite o 166º leilão de vinhos dos Hospices de Beaune, domingo, 15 de novembro de 2026, a não ser por ele. Os quatro hotéis de Colmar desta página ficam na cidade ou nos arredores, nenhum entre as vinhas. A Route des Vins d'Alsace, criada em 1953 e a rota do vinho mais antiga da França, percorre cerca de 170 km de Marlenheim a Thann, por Eguisheim e Riquewihr. Eu dormiria no Ibis Styles Colmar Centre, numa maltaria do século XVIII na cidade antiga. O Hotel Arc-En-Ciel Colmar, a 1 km do centro, tem garagem de bicicletas para a Véloroute du Vignoble, que acompanha a rota do vinho por mais de 130 km; o B&B HOTEL Colmar Lumière, no norte, e o Hotel L'Europe, a 3 km, têm estacionamento. Em Bordeaux, os dois hotéis da página ficam na cidade: o Hôtel La Maison Bord'eaux, a poucos minutos a pé da parada de bonde Quinconces, tem nota 8,8 em 1.402 avaliações, e o Pullman fica junto ao lago. Isso basta para a denominação Saint-Émilion sem carro: os trens TER diretos desde Bordeaux Saint-Jean levam de 30 a 40 minutos. Mas a estação fica cerca de 1,5 km abaixo da vila, a pelo menos 20 a 30 minutos a pé, com trechos sem calçada; no verão, o Tuk-Tuk des Cordeliers faz o traslado entre as duas. Para os châteaux do Médoc, é preciso carro ou um passeio. Na Provença, Les Lodges Sainte-Victoire ocupa uma propriedade de cinco hectares de vinhas e oliveiras em Le Tholonet, na área de Côtes de Provence ao pé da montanha Sainte-Victoire, a cerca de dez minutos de carro do centro de Aix. Tem spa, duas piscinas e Le Saint-Estève, seu restaurante com estrela Michelin, e nota 9,0 em 462 avaliações. Acima de Saint-Tropez, a Auberge de l'Oumède fica dentro de um vinhedo de três hectares em Ramatuelle, também em Côtes de Provence, a 2 km da praia de Pampelonne, com nota 9,3 em 64. A Villa Belrose, nas colinas próximas, tem vista para o mar, não para as vinhas. Em Reims, o B&B HOTEL Reims Tinqueux fica fora da cidade; para as casas de champanhe e suas adegas, Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2015, eu dormiria no centro e iria a pé. Em Cannes, o Hôtel La Villa Cannes fica a cerca de 50 metros das praias da Croisette, e seu bar serve o champanhe dos vinhedos dos donos. Em Orléans, o Hotel Saint-Aignan fica perto da estação, mas Sancerre pede um dia de carro. O Logis Hôtel Angers Sud, a 3 km de Angers, e o The Originals Access, Hôtel Béziers Est servem a quem percorre de carro Anjou e o Languedoc. Não consegui confirmar degustação nem venda do vinho da propriedade em Les Lodges Sainte-Victoire ou na Auberge de l'Oumède. A partir de Les Lodges, Aix resolve isso: em 2026, o escritório de turismo da cidade organiza um passeio de micro-ônibus às quartas e sextas, de 1º de abril a 30 de outubro, saindo da avenue Giuseppe Verdi às 9h rumo a duas propriedades familiares da denominação Côtes de Provence Sainte-Victoire. Na própria Aix, o Château de la Gaude, na route des Pinchinats, produz vinho AOC Coteaux d'Aix-en-Provence e abre sua adega de degustação o ano todo. Chegar é mais fácil do que parece. Os trens TER ligam Dijon a Beaune em cerca de 20 minutos. A estação de Colmar, na linha TGV Estrasburgo-Paris e a cerca de 30 minutos de Estrasburgo de TER, fica a uns dez minutos a pé das primeiras ruas da cidade antiga. Para Bordeaux, o aeroporto é Mérignac; para Les Lodges, Marseille Provence, cujo ônibus de traslado chega ao centro de Aix em cerca de 30 minutos; para a Auberge de l'Oumède, Toulon-Hyères, a uns 50 km de Saint-Tropez, mais perto que Nice. A época conta tanto quanto o endereço. A vindima vai do fim de agosto a outubro, conforme o vinhedo e o ano, e está cada vez mais cedo: a Alsácia abriu a sua em 18 de agosto de 2026, a data mais precoce já registrada, e o Château Margaux, no Médoc, começou a colher o seu sauvignon blanc em 7 de agosto. As propriedades ficam lotadas nessa época e as degustações podem ser mais curtas; para ver as vinhas em plena folha sem correria, eu viria em junho ou no começo de julho. Esse tipo de estadia combina com casais que degustam de trem ou com motorista. Para quem faz questão de acordar numa propriedade, Les Lodges Sainte-Victoire e a Auberge de l'Oumède ficam em propriedades vinícolas, e entre os outros hotéis de Aix, o Château de la Gaude é a escolha óbvia: 25 quartos e suítes numa propriedade de cerca de 25 hectares com vinhas orgânicas, adega de degustação no local e nota 9,1 em 627 avaliações. Perto de Montpellier, o Domaine de Verchant, um Relais & Châteaux em Castelnau-le-Lez, fica entre suas próprias vinhas orgânicas e tem nota 8,9 em 650 avaliações.

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